
Lembro de meu primeiro contato com Norman McLaren: foi em 2007, quando consegui, num sebo próximo à faculdade, um exemplar do querido Os filmes de minha vida, de François Truffaut. Mesmo já conhecendo Hawks, Lang, Renoir, Hitchcock e tantos outros cineastas, nesse livro tive meus primeiros reais contatos com Samuel Fuller, Sacha Guitry, Jacques Doillon... e Norman McLaren.

Aos poucos fui vendo tudo o que achava dele. Vendo, revendo, revendo novamente. Em 2008, falei dele num texto da Zingu!. McLaren virou um ídolo meu. Um exemplo de inovação, brilho, gênio. Baixava documentários, via entrevistas, procurava os curtas perdidos (ainda me faltam uns dez).

Além desse filme (e de outros do tipo, como a série Lines), McLaren fez curtas como o referido por Truffaut (Hen hop), stop-motion (com desenhos/objetos/pessoas, como A chairy tale) e experimentos com música e metalinguagem cinematográfica (como a série Animated motion, em que explica princípios da dinâmica animada). Também fez cinema live action, como suas imprescindíveis excursões ao mundo do ballet. Por Neighbors, critica ácida (mas bem humorada) à guerra, ganhou o Oscar... de documentário curta-metragem! Incansável artista, o canadense dedicou sua vida à investigação das possibilidades da arte da animação, e reconhecer seus méritos não é apenas questão de justiça: é uma constatação evidente a qualquer pessoa que tenha o prazer de conhecer seus trabalhos. A seguir, alguns de seus filmes mais representativos:
2 comentários:
Nossa, não sabia essa do Oscar!
Genial :) ele realmente é demais!
Curiosamente, tanto ele quanto o "grande animador" anterior (Ward Kimball) ganharam o Oscar por curtas que dirigiram! E ele é sensacional mesmo!
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